Mês: outubro 2012

Vegas, here we go…

A manhã seguinte começou cedo para o grupo e a razão disso era uma só: ansiedade. Embora as expectativas com o Grand Canyon tivessem sido superadas e Zion Park tenha sido uma surpresa mais que agradável, Las Vegas era a estrela principal. O talento americano para vender bem o que lhes interessa é inegável. Filmes, clipes, músicas e fotografias sobre Las Vegas atiçam a curiosidade de qualquer mortal.

A saída de Zion Park nos levou para uma cidade nos arredores. Assim como a maioria das pequenas cidades americanas, essa tinha belas casas sem cercas, asfalto em excelentes condições, comércio local tímido mas eficiente e sinalização impecável. A única coisa que conferimos lá foi um café local e suas instalações sanitárias. L.V. era o objetivo!

No caminho para Las Vegas encontramos vários grupos de motociclistas mas nenhum motoclube. Não houve uma situação de estranhamento entre os vários grupos. Muito pelo contrário, os cumprimentos eram praxe entre todos. Outra coisa: não vi uma moto abaixo de 1200cc nas estradas! Eram TODAS possantes e 99% da Harley Davidson. Aliás, o americanismo faz com que eles te olhem torto caso você ande numa estrada americana com uma moto japonesa. Não faltaram Electra Glides, Street Glides e a imponente Road Glide Ultra mas em duas ocasiões passamos por Goldwings (Honda).

A temperatura estava elevada mas não chegou a causar problemas maiores. As paradas para água, reabastecimento e banheiro eram constantes mas nunca constantes o suficiente a ponto de comprometerem a viagem.  A vontade de chegar em Las Vegas era tamanha que cada parada era curta. O guia do grupo, proprietário da Ride Free Motorcycle Tours e viajante profissional, Wil Sakowski, armou uma surpresa e saiu da rota planejada para nos mostrar o Vale do Fogo. Também um parque (não sei se nacional ou estadual), o lugar abriga as montanhas mais vermelhas que eu já vi e vários petróglifos deixados por povos que lá viveram há centenas e/ou milhares de anos. 

Valley of Fire

Petróglifos (foto da RFMT)

Montamos nas motos e saímos, finalmente, para o local de destino do dia. Mais de uma hora por dentro do parque olhando para uma paisagem morta mas belíssima, voltamos a ver sinais de civilização. Um enorme condomínio para ricos, certamente, já que as mansões a beira de um lago não deixam dúvidas de que para morar ali é preciso ter muito dinheiro, foi o primeiro sinal que estávamos próximos dos enormes cassinos e da famosa Strip .

Por muito pouco não tivemos que atrasar tudo em decorrência de um acidente. O perigo de andar em grupo com pessoas que você não conhece (e que, às vezes, nunca andaram em grupo) é que erros primários são cometidos. Manter uma distância segura e NUNCA, NUNCA parar subitamente no meio da pista parece óbvio para qualquer um. Infelizmente, isso aconteceu algumas vezes conosco e não parecia óbvio para um dos membros do grupo. Ainda bem que nada grave vitimou um dos elementos mais queridos do bando que, diante do susto, ganhou o apelido de skid mark. 

A parte “divertida” de Las Vegas me pareceu menor do que na televisão. Embora os hotéis sejam colossais, a impressão que eu sempre tive é de que o lugar era ainda maior. Talvez eu não tenha aproveitado melhor a chegada na cidade já que passava das 16h e eu precisava chegar no “meu”local de destino mais aguardado até as 18h. Com o check-in e a acomodação das bagagens nos quartos levaria mais de uma hora até chegar ao meu objetivo em Las Vegas. Pensando bem, é provável que minha irritação tenha estragado o momento (pra mim).

A Zero Engineering tem uma loja nos Estados Unidos e essa loja se encontra em Las Vegas. Fundada por um japonês em 1981, produz motos customizadas pela bagatela de U$ 30.000 (média). Eles usam motores clássicos da Harley Davidson (panhead, shovelhead, knucklehead…) e são, na minha opinião, obras de arte. Quando eu soube que passaria por Las Vegas entrei imediatamente no site da empresa (www.zero-eng.com) para ver o horário de funcionamento. Como chegamos numa quarta-feira eu sabia que eles só estariam abertos até as 18h. Chegar na cidade pouco depois das 16h colocava em risco a única coisa que eu realmente fazia questão de fazer em Las Vegas.

Type 9 by Zero Engineering

Type 6 by Zero Engineering

Conhecer a loja da Zero foi uma realização. De quebra, resolvi um problemão que me acompanhava desde o início da viagem: o capacete. Levei meu velho capacete de guerra que uso no Brasil. Capacetes brasileiros obviamente não têm força legal para uso nos Estados Unidos. O selinho do Inmetro não vale lá. É preciso adquirir um capacete (D.O.T.) que é a sigla pra Department of Transportation, ou seja, aprovado pelo departamento de trânsito americano.

A viagem foi toda feita sem que a polícia nos incomodasse uma vez sequer. Em momento algum fomos parados e, pra falar a verdade, vi a polícia pela primeira vez em Nevada (terceiro estado visitado por nós). Segundo alguns motociclistas americanos e vendedores, a polícia nunca checa capacete. Porém, se você for parado e um policial resolver dar uma olhada no capacete e o capacete não for aprovado, a multa é pesada e a dor de cabeça pode ser gigantesca. Como cada estado cria suas próprias leis é possível receber uma multa, receber uma multa e ter a moto recolhida, receber uma multa, ter a moto recolhida e ter que comparecer diante de um juiz, e por aí vai. E multa lá é o que o guarda aplica como punição mais as custas do processo. Vimos isso com alguns amigos nossos que alugaram um carro antes da viagem de moto. Eles saíram para fazer compras e estacionaram em local proibido. Receberam uma multa no valor de U$ 40 mais as custas no valor de U$ 280. Esse desgosto eu não queria ter.

Depois de retornar ao hotel, comer e tomar um banho, chegara a hora de conhecer Las Vegas. A cidade é abarrotada de gente do mundo inteiro. Como lá (quase) tudo pode o americano vai pra farra. E tome cerveja na rua (a maioria dos estados americanos multa quem estiver tomando bebida alcoólica em público), propaganda descarada de funcionárias do amor disfarçadas de massagistas e traficantes discretamente oferecendo suas mercadorias. Os hotéis são enormes e os cassinos igualmente impressionantes. Muita gente gosta de Las Vegas mas eu achei a cidade deprimente. Não por causa das construções e da população animada mas pelo que vem depois da euforia. Gente embriagada fazendo xixi na rua, vomitando e cambaleando. Algo parecido com algumas cidades brasileiras depois do auge de uma noite de carnaval. Como eu tinha uma imagem muito mais positiva da cidade acabei me decepcionando. Acho que estou ficando velho. Minha maior surpresa foi descobrir, no dia seguinte, que todos no grupo se sentiram da mesma forma!

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“Zion Park é ainda melhor”- Wil Sakowski

A primeira e espetacular imagem que tive do Grand Canyon vai me marcar para sempre. Ali, naquele instante, eu tive certeza que naquela viagem eu dificilmente veria um lugar tão incrível novamente. Alguns minutos depois eu vi várias luzes aparecendo de forma intermitente no fundo do cânion. Não entendi inicialmente e fiquei quieto. Pouco tempo depois elas reapareceram e assim foi até eu perguntar para um dos guias, Brian, o que era aquilo. Ele falou que existem algumas instalações para as pessoas pernoitarem lá embaixo. E que, com isso, elas aproveitam para fazer trilha.

A estrutura montada no Parque Nacional Grand Canyon foi uma enorme surpresa pra mim. Eu sempre achei que o Grand Canyon era um lugar selvagem onde as pessoas paravam na beira do precipício e acampavam à noite. Certamente existem partes assim já que ele tem mais de 440 km de extensão mas nós ficamos em um ótimo hotel! O lugar é simples com uma praça de alimentação separada dos alojamentos. Existe um restaurante por perto e , dentro do parque, é tudo pavimentado e bem sinalizado. Lá eu também realizei um sonho: andei de moto sem capacete. O limite de velocidade precisa ser respeitado em alguns trechos mas em outros é possível acelerar com moderação.

Saímos em direção aos vários rims dentro do parque que possibilitam avistar o Grand Canyon de lugares diferentes. Isso levou boa parte da manhã já que existem dezenas ou centenas desses lugares lá. Em cada uma dessas beiradas existe um local para estacionar a moto, carro, ônibus e/ou trailer.

Um dos inúmeros ângulos do Grand Canyon

Continuamos a viagem e por boa parte do trajeto acompanhamos o abismo desse belo monumento natural. A região ainda é habitada pelos índios Navajos embora eles só tenham a ascendência indígena como característica peculiar. O homem branco conseguiu contaminar os nativos e hoje eles andam em pickups usando calça jeans e camiseta. Alguns produtos vendidos como sendo arte navajo eram, de fato, produzidos na China! É um belo exemplo de progresso…

“Território” indígena

A estrada que nos levou ao nosso destino do dia é perfeita. A paisagem é linda e um pouco mais urbanizada. Várias casas e estabelecimentos comerciais em pleno funcionamento ao longo do caminho. Uma observação: no primeiro dia de viagem pudemos acompanhar o destino dos lares que serviram de abrigo para os primeiros habitantes da Rota 66. Eles hoje são residências abandonadas compondo pequenas cidades fantasma. O sustento de boa parte dos que permanecem nessas casas é o roubo de motos e a produção de metanfetamina. Esse, felizmente, não é o caso da rodovia que conduz ao Zion National Park.

Uma hora antes de chegarmos em Zion paramos para reabastecer em um posto curioso. O letreiro na beira da estrada revela que a loja de conveniências tem gasolina, cerveja, jogos lotéricos e armas. Entrei esperando ver umas espingardas de cano duplo e alguns rifles com mira para caça. Acertei. O que eu nunca imaginei que eles teriam era espingardas de assalto (tipo aquelas dos filmes do Schwarzenegger) e fuzis AR-15!

Como no dia anterior, chegamos tarde ao destino. Já era noite quando entramos no Parque Nacional Zion. Um leve resquício de luz auxiliou na hora de visualizar as silhuetas das enormes montanhas que cercam o local. Lá dentro é preciso andar em velocidade reduzida. O parque tem uma fauna rica e presente. Leões-da-montanha, búfalos, aves e vários outros animais dão vida ao ambiente.

Paramos no estacionamento do hotel e, mais uma vez, a estrutura da área impressionou. Casinhas de madeira com lareiras à gás se encaixam na mata que envolve os pés das montanhas. Um refeitório afastado abriga um restaurante, uma loja de souvenirs e uma lanchonete.

Refeitório do Zion Park

A manhã seguinte dizimou a minha certeza em relação à beleza incomparável de qualquer outro lugar, naquela viagem, ante o Grand Canyon. O vermelho das montanhas em conflito com o azul do céu e o verde da vegetação compõe uma harmonia de cores impressionante. É possível ver e ouvir toda a vida selvagem ao redor e se perder, por alguns minutos, naquele santuário natural. Se Zion Park é melhor eu não sei mas ele é tão marcante quanto o Grand Canyon.

Saindo do Zion National Park

De Laughlin ao Grand Canyon…

O dia anterior fora tomado pela imensa expectativa que envolve todo começo de viagem. A razão da ansiedade agora era o Grand Canyon. Teríamos muito chão para rodar e a meteorologia indicava que a semana seria quente. Uma rápida parada em um posto local garantiu as próximas 200 milhas da jornada sem maiores preocupações com combustível.

A saída de Laughlin se deu através de uma ponte sobre o Rio Colorado (que banha a cidade) e separa o estado de Nevada do Arizona. Menos de trinta minutos após nossa partida paramos na pequena cidade de Oatman. A economia local baseia-se no turismo e na mineração. As estruturas e construções são as de um povoado do velho oeste. Casas feitas de madeira e já bastante envelhecidas evidenciam uma cidade centenária e que parou no tempo. O mais curioso é saber que os mineradores da cidade andam armados! Como nos tempos da corrida do ouro, eles escavam com picaretas e colocam “seus ganhos” em sacolas. O comércio local paga pelo bem recolhido e assim eles se sustentam.

Oatman

Uma atração à parte são os burros de carga nas ruas. Bastante pacíficos,  não representam uma ameaça a menos que você esteja com comida nas mãos. Nosso café da manhã foi no melhor estilo american biker. Isso significa comer em pé e nada quente. Recorrer aos pequenos restaurantes que se encontram na única rua de Oatman é uma solução para os mais exigentes com o desjejum matinal.

Proibido alimentar o filhote

Saímos de Oatman por uma estrada tortuosa e que exige muita atenção. A pista é estreita com pouco movimento. A H-D Electra Glide é uma moto como qualquer outra apesar dos 410 quilos mas, em curvas muito fechadas, é preciso ter cuidado. Minha maior dificuldade foi manobrá-la com os pés no chão. Tenho 1.75m e ela é alta para alguém baixo como eu. Também aprendi que se for parar com a roda dianteira virada as chances de ela inclinar para o lado e cair são consideráveis. O peso da moto é brutal! No segundo dia de viagem eu ainda estava me acostumando com a “gordinha”.

Saindo de Oatman

Menos de duas horas depois fomos surpreendidos por um pneu furado na moto de um dos membros do grupo. Segundo o guia e proprietário da Ride Free Motorcycles Tours, Wil, a Fat Boy tem a tendência de furar o pneu traseiro muito mais do que outras Harleys. A causa disso ele não soube explicar mas ele tem uma vasta experiência como mecânico e, embora a Fat Boy não seja o modelo mais vendido em Los Angeles, ele consertou mais pneus furados das Fat Boys do que qualquer outra moto . Vai saber!

Uma hora e meia depois voltamos à estrada. O pneu da moto não tinha câmara de ar então um remendo resolveu. A demora no conserto se deveu a um problema na bomba de ar portátil. A bateria estava descarregada e não era possível utilizá-la manualmente.

O verde da região vai mudando a medida que o Parque Nacional Grand Canyon se aproxima. As cores ficam mais vivas e o frio aumenta consideravelmente. Algumas montanhas distantes exibem picos com neve.

Por causa do contratempo chegamos lá no finalzinho do dia. Descrever a experiência da chegada no Grand Canyon exigiria um vocabulário vasto e elaborado, além de muito tempo. Nunca vi um monumento natural tão grande e tão bonito. Ficamos contemplando aquela vista maravilhosa enquanto o sol sumia no horizonte e a noite nos encobria lentamente.

Anoitecer no Grand Canyon (foto da RFMT)

De uma idéia à realidade…

Planejar uma viagem pela Rota 66 acabou sendo muito mais fácil do que eu imaginei. A lendária e extremamente popular autoestrada americana é visitada por milhares de pessoas anualmente. Também conhecida como Mother Road e/ou Main Street of America, ela passa por nove estados americanos começando em Chicago e terminando oficialmente em Santa Monica na Califórnia.

Eu soube da existência da Rota 66 através do filme “Easy Rider” aos 12 anos de idade. Desde a primeira vez que assisti o passeio fatídico dos personagens de Dennis Hopper e Henry Fonda eu desejo fazer uma viagem pela principal “rua” da América. Após uma extensa (e tranqüila) busca pela internet encontrei as informações necessárias para dar andamento ao sonho de viajar de moto de Los Angeles para Las Vegas passando por outras localidades turísticas na região.

Existem várias empresas americanas e brasilieiras que oferecem pacotes para a Rota 66. Meu plano inicial era entrar em contato com alguma  dessas empresas (preferencialmente uma com boas referências) e alugar uma moto apenas. Eu faria a viagem com um GPS em mãos e alguns dólares no bolso. A idéia era rodar por uma semana sem muito planejamento (exceto em relação aos hotéis onde eu iria dormir). Quando minha mulher perguntou se poderia fazer parte da viagem achei melhor contratar uma empresa especializada nesse tipo de atividade.

“Descobri” a pequena Ride Free Motorcycle Tours (www.ridefree.com). O dono da empresa é bem acessível e o preço cobrado por eles é alto mas justo. O pacote que eu contratei na Ride Free inclui o aluguel da moto, três refeições por dia, pedágios, combustível e estadia e por alguns dólares extras um seguro mais elaborado. As motos são alugadas na Eagle Rider uma empresa gigantesca e que tem algo em torno de 500 motos só em Los Angeles. Para os motociclistas e amantes das duas rodas a Eagle Rider é um parque de diversões. Eles oferecem capacetes, jaquetas, camisetas, luvas e, claro, motos. Muitas motos. Harleys dos mais variados modelos, desde a “pequena” H-D 883 até a confortável Electra Glide! A carteira de motorista para motos é (obviamente) obrigatória e um cartão de crédito com um limite baixo (U$ 100) necessário para o caso de algum imprevisto acontecer.

H-D Electra Glide

Harley Davidson Electra Glide, perfeita para a estrada e para a companheira.

Sair de Los Angeles num domingo de manhã é tranqüilo. São poucos carros nas ruas e as Freeways são rápidas, seguras e bem sinalizadas. Depois de umas 60 milhas (96 km) na 210 East entramos no que parece ser uma pequena vila militar com um posto de gasolina. As motos são alugadas com os tanques cheios mas vários trechos da Rota 66 não têm postos de gasolina então é preciso estar sempre abastecendo. 160 milhas depois chegamos ao lendário Bagdad Cafe! O lugar é extremamente simples e bem detonado para um diner tão famoso mas recebe gente do mundo inteiro. Além do nosso grupo encontramos vários franceses motociclistas bem simpáticos e algumas mulheres do leste europeu. Vale lembrar que o Bagdad Cafe fica na Rota 66 e não na Freeway paralela à Rota. Um trilho de trem atrás da lanchonete impressiona com a quantidade de trens passando e pelo tamanho das locomotivas e o número de vagões. Em um dos trens foi possível contar 105 vagões!

Bagdad Café, o lendário restaurante que deu nome ao filme de Percy Adlon.

Após um almoço gorduroso e farto (sanduíche, batatas fritas e refrigerante) voltamos às motos e ao tempo agradável.  A paisagem de deserto impressiona e o número de carros na estrada afasta qualquer sinal de isolamento. As pistas são bem sinalizadas e os avisos de fiscalização são constantes. Isso não impediu que a velocidade do grupo fosse acima do limite. Para nossa sorte não tivemos problemas com a polícia. A punição por excesso de velocidade varia de um estado para outro e vai desde algumas centenas de dólares (as custas do processo entram no valor) até um dia na cadeia.

Do clima quente e seco da Califórnia para a montanhosa Laughlin (Nevada) é um pulo e a mudança na vegetação é clara mas tímida. Laughlin é vista como uma mini Las Vegas. A entrada para a cidade é memorável e a estrada sinuosa exige que se mantenha o foco na pista e não na impressionante paisagem.

Laughlin e o cassino do Colorado Belle.

O primeiro dia da viagem foi tranqüilo e sem grande surpresas. Conhecer Laughlin valeu a pena mas não é um lugar interessante o suficiente para um retorno. A cidade é pacata e os cassinos têm um ar decadente. Pessoas hipnotizadas pelos jogos e um cheiro de fumaça de cigarro passam um impressão mais real e menos charmosa dos cassinos. Nada como a televisão para distorcer a realidade.

Antes de mais nada…

A idéia de criar esse blog partiu da minha mulher. Capricorniana metódica e disciplinada ELA decidiu que EU deveria registrar minhas experiências com motos. Não gostei da idéia e resolvi deixar a preguiça justificar a negação. Não satisfeita ela criou o blog. E me passou a responsabilidade. Agradeço sua iniciativa. Registrar os passos da vida ajuda a revivê-la indiretamente no futuro. Muitos momentos da minha vida eu tenho registrados apenas na minha (fraca) memória. É pouco mas já é alguma coisa. Com esse blog espero remediar isso em parte.