Dia: 5 de novembro de 2012

Dia 6…

É inevitável acordar e não pensar que o penúltimo dia chegou. E que essa maravilhosa experiência de vida uma hora chegará ao fim. Meu dia começa com a lembrança dos lugares visitados e do sentimento que cada localidade provocou. A ansiedade do primeiro dia com a chegada em Laughlin e os muitos quilômetros pela frente. A primeira imagem do Grand Canyon e de como a natureza é capaz de surpreender sempre. As montanhas coloridas que cercam o verde acolhedor de Zion Park. A coragem e engenhosidade humana ao decidir erguer uma cidade como Las Vegas no meio do deserto. O charme amedrontador e sufocante do Vale da Morte… e agora o aviso da esposa de que tá na hora de tomar banho.

Como todos os outros dias, tomamos o café da manhã em algum acostamento que privilegia um ponto específico da região, brindando-nos com (mais uma) vista singular e inesquecível. Eu não consegui curtir meu café da manhã porque a mola do pezinho da minha moto havia sumido! Imagina o susto ao ouvir o som de ferro batendo contra alguma coisa. Até entender que era o side stand foram-se três longos segundos! Tive que segurar o descanso da moto com o pé esquerdo até finalmente pararmos.

Remendo tabajara! Agora só funciona com ajuda manual.

Café da manhã tomado e reparo Tabajara feito, era hora de acelerar. O Vale da Morte vai ficando mais ameno à medida que rumamos em direção à Big Bear Lake. Com o tempo voltamos a ver trens à distância e algumas construções que abrigam comércios e residências. Pouco menos de três horas depois já vemos o retorno das cadeias montanhosas “com vida” no horizonte e nos despedimos do deserto pelo retrovisor.

Duas coisas me chamaram a atenção: a mudança na paisagem e, conseqüentemente, no clima, e as curvas em U extremamente fechadas que rasgam as montanhas. A distância entre a floresta de pinheiros que nos rodeava e as areias áridas era de poucos quilômetros mas, pela diferença na vegetação, parecia impossível um deserto tão perto dali. A natureza era viva e rica. A umidade do ar era agradável. Já as curvas não eram tão amigáveis. Fomos obrigados a abrir uma grande distância entre veículos para evitar uma colisão. Um dos condutores me pediu desculpas na parada seguinte por ter freado tão bruscamente nas primeiras curvas. Felizmente, tudo deu certo!

Chegamos cedo em Big Bear Lake. A cidade é pacata e muito agradável. As árvores indicam claramente a estação do ano e chegar lá no início do outono não foi nada mal. Nos hospedamos num hotel que fica a beira do lago. Para quem está planejando uma lua-de-mel, Big Bear Lake pode ser o lugar ideal. No inverno o frio congela o lago e a paisagem fica tomada pelo branco da neve. Fechamos o dia com uma confraternização movida a carne e cerveja.

Vista do quarto

Wil nos avisou que dia seguinte pegaríamos a estrada mais bonita da viagem. Difícil de acreditar que isso pudesse ser verdade. “Wait and see…”

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